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 Você já fez o exame de papanicolaou? 

 
Realização periódica do exame pode detectar precocemente boa parte dos casos de câncer de colo de útero

De acordo com o Ministério da Saúde, hoje o Brasil tem 20 mil novos casos anuais de câncer de colo de útero, índice que poderia se reverter em chances de cura com a detecção precoce. O principal fator de risco para a doença é a infecção pelo vírus HPV – papilomavírus humano – transmitido sobretudo por meio do contato sexual sem preservativos.

Parte das vezes a infecção pode cursar de maneira benigna, mas em alguns casos produz lesões precursoras do câncer de colo de útero. Estas, se não forem tratadas, podem, com o avanço da doença, causar sangramentos vaginais observados depois de relações sexuais. Daí a importância do diagnóstico precoce: estima-se uma redução de até 80% na mortalidade por este câncer a partir do rastreamento de mulheres na faixa etária de 25 a 65 anos com o teste de papanicolaou e tratamento das lesões precursoras.

Outros exames importantes e que podem fazer parte da avaliação diagnóstica dos casos suspeitos de câncer de colo do útero são a colposcopia, a vulvoscopia e a histeroscopia, todas com a possibilidade de realização de biópsia de áreas suspeitas, e também a ultrassonografia.

Quando detectado precocemente, o câncer de colo de útero pode requerer um procedimento cirúrgico sem a necessidade de internação, para a retirada de uma pequena porção do colo, preservando a fertilidade da mulher. Já nos casos avançados, podem ser necessários procedimentos cirúrgicos mais complexos, além de radioterapia.

Muitas doenças que permeiam o universo feminino poderiam ser evitadas com o acompanhamento periódico do quadro da saúde em consultas médicas e a realização de exames. Esforços de prevenção, como o uso de preservativos, podem prevenir não apenas a infecção pelo HPV, como também diversas outras DSTs – doenças sexualmente transmissíveis. Além disso, há, hoje em dia, vacinas disponíveis contra o HPV. É preciso estar atento a tudo isso para preservar a saúde e a qualidade de vida.

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Este material foi elaborado pelo Biesp, tendo caráter meramente informativo. Não deve ser utilizado para realizar autodiagnóstico ou automedicação. Em caso de dúvidas, consulte seu médico.
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