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 Asma sem crise no inverno  

 
Com a chegada do inverno, não é apenas o excesso de frio que preocupa. Para uma parcela da população que sofre com a asma essa época do ano representa um alerta: é no inverno que aumentam as crises e respirar pode tornar-se uma tarefa árdua e cansativa.

Além do ar seco, a poluição – grande inimiga da qualidade do ar – contribui muito para as crises de asma nessa época do ano. Gripes e resfriados agravam ainda mais essa situação. Tanto que, apesar de ser uma doença que dispõe de tratamento diversificado e difundido, estima-se que hoje no Brasil a asma seja a causa de 350 mil internações hospitalares por ano, segundo o Ministério da Saúde.

Tem tratamento?

Causada por uma reação inflamatória nos pulmões, a crise asmática normalmente é desencadeada por elementos que provocam uma irritação nas vias aéreas (os brônquios), tais como poeira, ácaros, pelos de animais, fumaça de cigarro, poluição, entre muitos outros.

Mas, vale ressaltar que antes que se atinja o período de maior intensidade da crise, podem ocorrer alguns sintomas que auxiliam que o diagnóstico e o tratamento ocorram mais precocemente. Por isso, vale a pena prestar atenção aos seguintes sintomas:

• Tosse seca persistente - principalmente à noite;
• Sibilância (chiado no peito);
• Respiração mais rápida do que o normal;
• Falta de ar;
• Cansaço físico;
• Sensação de aperto ou dor no peito.

Para constatar a doença, além dos sintomas é avaliado o histórico familiar (a asma pode ter um componente geneticamente herdado) e realizados alguns exames como a espirometria ou prova de função pulmonar, que identifica e quantifica a obstrução ao fluxo de ar, além de comprovar a resposta ao tratamento já instituído; raios X do tórax e, exames de sangue. Uma vez que o diagnóstico tenha sido confirmado, um bom acompanhamento médico é fundamental para que ele possa orientar a melhor terapêutica para preservar a qualidade de vida.

Como conviver com a asma e ter uma vida normal?

É importante ter sempre em mente que o tratamento não deve ser limitado às crises. A orientação médica deve ser permanentemente observada. Assim, pode-se conseguir um período de tempo cada vez maior entre as crises, além de torná-las mais amenas. Dessa forma, a asma, se adequadamente tratada e com sintomas precocemente detectados, não impede que o indivíduo exerça suas atividades diárias como ir para a escola, brincar, trabalhar, viajar e, até mesmo, praticar atividades físicas.

Quem nasce com predisposição para ter essa hiper-reatividade dos brônquios precisa conhecer e evitar os estímulos que desencadeiam as crises. De qualquer modo, é indispensável manter o ambiente o mais limpo possível e restringir o contato da pessoa com alérgenos ou com substâncias irritantes. O tabagismo e a asma, por exemplo, são absolutamente incompatíveis.

Os animais devem de ser mantidos fora de casa, ou no mínimo, impedidos de entrar nos quartos de dormir. Colchões e travesseiros devem ser forrados com material lavável, que possibilita a higienização periódica. Esses são alguns cuidados que ajudam ter uma boa qualidade de vida.

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Este material foi elaborado pelo Biesp, tendo caráter meramente informativo. Não deve ser utilizado para realizar autodiagnóstico ou automedicação. Em caso de dúvidas, consulte seu médico.
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